A pergunta “depressão tem cura?” possivelmente é a mais frequente em um consultório de psiquiatria. Para responder de maneira mais completa essa pergunta aparentemente simples é importante primeiro caracterizar o que é depressão. Hoje entendemos que a depressão é um transtorno que acomete todo o indivíduo – interferindo no sono, alimentação e energia. As pessoas deprimidas descrevem sensações físicas incômodas, dificuldade em realizar atividades corriqueiras até mesmo as prazerosas.

Outro ponto fundamental é diferenciar a depressão da tristeza habitual. A tristeza assim como a alegria é um sentimento próprio da vida. Esse sentimento em geral está relacionado a eventos desagradáveis e não é nem tão duradouro ou intenso que impende que a pessoa continue participando ativamente de sua vida, como emprego, casamento e estudos. Já a depressão nem sempre está relacionada a um evento desagradável específico, não é passageira e tende a limitar as ações habituais do individuo.

Assim, a partir do diagnóstico correto de depressão, pacientes podem receber indicação de psicoterapia, medicação, prática de atividade física, melhora de outros problemas de saúde, entre outros. Independente da técnica ou intervenção proposta, o foco do tratamento deve ser a melhora completa de todos os sintomas que sugiram dentro do quadro depressivo.

Essa melhora completa é fundamental para que as recaídas e a cronificação sejam minimizadas. É importante ressaltar que mesmo diante de um tratamento correto é sabido que mais de 50% dos pacientes, após um primeiro episódio depressivo, irão apresentar recaída. Essa recaída pode variar entre apenas um novo episódio ou múltiplos.

Quando não tratada, a depressão se estende por cerca de seis meses. Mesmo assim pode ocorrer a cronificação, que representa a persistência de sintomas que podem ser mínimos ou não.


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Fonte: www.minhavida.com.br